sexta-feira, 1 de abril de 2011

Yahoo comemora o 1º de Abril

Banda teen provoca caos sem precedentes em Congonhas; voos atrasam em todo país



O caos aéreo voltou a assolar o país nesta sexta-feira, 1º de abril. Um tumulto generalizado no aeroporto de Congonhas, São Paulo, atrasou voos em todo território nacional. Mas nada a ver com as corriqueiras deficiências da infraestrutura aeroportuária. Com invasão de tratores na pista, cenas de vandalismo e muito choro de criança, o problema desta vez atende pelo nome de Reset, uma nova banda emo de sucesso tanto fulminante quanto inexplicável.

Praticamente desconhecido por quem tem mais de 12 anos de idade, o Reset estourou nas redes sociais após o hit “naum possu + ficah sem vc”. Com o estilo batizado de “neo  CTRL C + CTRL V melódico”,  seu repertório evoca os dilemas sentimentais e amorosos de quem tem hora para ir pra cama.

Ao repetir rimas como amor e dor, essas bandas levam nossos jovens a um estado emocional que compromete funções simples da mente - Olga Bitola, presidente da Associação de Terapia Infanto-Juvenil
O tumulto começou quando a banda foi impedida de embarcar para Feliz Natal, Mato Grosso, após saber que o primeiro show de sua carreira havia sido cancelado por protesto de moradores da cidade. Dias antes, o vocalista Pe Lanca disse no Twitcam que era um sonho “tocar no meio do mato, onde nem sei se tem civilização além do bom velhinho”.

A Associação dos Produtores Rurais reagiu imediatamente. “Isto é um completo absurdo. Lá não tem mais mato. Derrubamos tudo!”, bradava o presidente da entidade, Noel Stihl, à frente de um "tratoraço" que invadiu a cabeceira da pista.

A segurança do aeroporto alegou ter sido surpreendida pelas máquinas. “Eles chegaram dizendo que era pra obra da Copa. Aí eu pensei, finalmente. E abri o portão”, disse o encarregado, que pediu para não ser identificado.

No saguão do aeroporto, jovens  que passaram a madrugada no aeroporto na expectativa de um pocket show antes do embarque choravam copiosamente depois de saber que não havia mais clima para a apresentação.

A confusão foi agravada com o protesto de mães da Liga das Senhoras contra Bandas Emo e Maria Gadú. Lideradas por Maria Cilene de Sumem, elas prometem usar as mesmas armas daqueles quem veem como inimigo. “Vou jogar isso no Orkut. É Orkut, né? Meu filho começou a escutar essa banda faz dois meses, suas notas pioraram e ele passou a agir estranho e chorar por tudo", disse, indignada.

Procurada pela reportagem, a presidente da Associação de Terapia Infanto-Juvenil, Olga Bitola, afirma que é possível manipular as mentes dos jovens por meio da música. "Ao repetir rimas como amor e dor, essas bandas levam nossos jovens a um estado emocional que compromete funções simples da mente, como diferenciar o que é bom e o que é ruim", explica.

Góticos
Como se não bastasse o cenário de caos, fãs da banda gótica norueguesa Chorânia, que deveria desembarcar às 15h, foram envolvidos na confusão, embora estivessem bem quietinhos. Um dos agricultores de Feliz Natal rompeu o cordão de isolamento que havia sido imposto na pista, invadiu o sagão e, aos berros, deu um ‘Pedala Robinho’ no jovem gótico Klemerson ‘Dark Duck’, confundido com um integrante do Reset.

“Pô, o cara é um bruto, um ignorante. Onde já se viu não saber a diferença entre um emo e um gótico”, disse Duck. Ele e seus amigos se recusam a sair do aeroporto. “Nós vamos ficar aqui até o Chorânia chegar, temos vinho e um amigo meu trouxe um violão”, explicou.

Normalização de Congonhas
Pedro Caruda, porta-voz da entidade que administra o aeroporto afirmou que o serviço deve ser normalizado até o fim da tarde deste 1º de abril. “Peço paciência aos passageiros, pois a culpa dos transtornos de hoje não é nossa. Não existe um plano de contingência para a histeria coletiva ou para uma multidão de calças coloridas. Isso é uma p... falta de sacanagem. Não estamos diante de um problema estrutural, mas de uma calamidade social”, discursou.

Caro leitor, esta é uma notícia de 1º de abril.

2 comentários:

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  2. Opa! Muito legal. Vou mandar um conto meu.

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