quarta-feira, 28 de março de 2012

Tempo Fechado – Ken Follett


  Olá amigos leitores, primeiramente, gostaria de pedir milhares de desculpas por todo o tempo que passei sem postar nada de novo. Quem tem um blog deve saber que atualizações são obrigatórias, pois meu blog não tem muitos leitores, mas os leitores que tenho são muito fieis e sempre visitam o blog procurando algo de novo ou relendo os textos antigos.
   Recentemente passei por uns momentos difíceis e isso me afastou um pouco aqui do blog. Computador queimado, internet off e carro batido foram alguns dos motivos, mas não tem desculpa não. Peço que me perdoem todos os meus leitores cativos, sejam eles do Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Rússia, etc. Só para citar os países com maior número de visitas. Espero ainda contar com a presença de vocês aqui no blog, afinal, ele só existe por causa de vocês.
   Mas vamos ao livro rs. Como as coisas andavam nubladas pro meu lado, a escolha do título não poderia ser mais acertada.
   Tempo fechado, é um livro do autor britânico Ken Follett. Como a maioria dos livros de Ken, a trama puxa mais para o lado da ação do que do suspense. Se bem que no decorrer do livro o leitor é pego de surpresa várias vezes.
   O livro conta a história do Laboratório farmacêutico Oxenford Medical e suas instalações na Escócia que são tão impenetráveis que o laboratório foi apelidado de Kremlin. A protagonista da trama é Toni Gallo, chefe de segurança do laboratório e é quem tem a missão de proteger o principal patrimônio do laboratório que neste caso trata-se de um novo vírus, extremamente letal e que no mercado negro valeria milhares de dólares.
   Isso por si só daria uma boa salada, mas Ken Follett não é alguém a quem se possa chamar de preguiçoso.    Para apimentar as coisas ele põe em cena a família Oxenford, que são proprietários do laboratório e possuem personalidades divergentes. Não quero falar muito sobre isso, pois cada um dos três filhos do magnata dono do laboratório tem uma cota importante na evolução da trama e vocês devem descobrir sozinhos. 
   Sabe o vírus que eu falei ? Segue uma breve descrição de como ele atua nas palavras do próprio autor: 
"Sangrava por todos os orifícios do corpo: olhos, narinas, boca, ouvidos, no meio de uma poça de sangue que encharcava o chão de tábuas." Este era o resultado de quem entrava em contato com o Madoba 2, o perigoso vírus mantido na empresa farmacêutica Oxenford Medical, que fazia pesquisas com vírus letais. "Segurança ali era questão de vida ou morte."
   É a segurança disso que Toni Gallo deve manter, mas o problema é que um grupo de extremistas resolveu aproveitar as festas de final de ano para criar uma brecha na segurança e se apoderar do vírus, isso já seria um pesadelo para Toni, mas o pior é que os bandidos terão ajuda de dentro do laboratório, de onde menos se espera.
   O texto tem uma trama repleta de reviravoltas e personagens marcantes, e o mais fantástico de tudo é que todas as histórias confluem e colocam todos os personagens no mesmo lugar, debaixo da maior nevasca que ajuda a justificar a escolha do nome do livro.
   O livro vale muito a pena e vocês irão "amar" odiar os bandidos, principalmente Dayse, uma brutamontes mais sádica e violenta do que os outros dois juntos. A sequência final do livro é tão tensa que não dá para parar de ler, e a narrativa é tão rica em detalhes que os leitores sentirão o mesmo frio que assola os personagens. 
   Espero que vocês tenham gostado do nosso retorno e aguardem novos posts, agora todas as quartas e sábados religiosamente.
    Até lá

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A Rainha do Crime – Agatha Christie

   Hoje vou escrever sobre um dos temas literários que mais me apaixonam: Suspense Policial.
   Esse gênero tem adeptos em todo o mundo e é responsável por trazer à luz da fama alguns dos maiores nomes da literatura de todos os tempos. Eu poderia encher muitas páginas com nomes de grandes autores desse gênero, mas entre todos vamos falar da autora que mais se destacou e ficou conhecida como a Rainha do Crime, Agatha Christie.
   Agatha Christie é uma autora inglesa que escreveu mais de uma centena de livros que alcançaram sucesso internacional. No entanto, quando pensamos em livros sobre detetives logo nos lembramos de Sherlock Holmes, mas claro que você sabe que Sherlock é criação do também britânico Sir Arthur Conan Doyle. Ao contrário de Doyle que escreveu sua obra toda baseada em Sherlock e seu amigo Dr. Watson (quem não se lembra da célebre frase: “É elementar meu caro Watson”)
    Por outro lado, Agatha Christie criou quatro personagens investigadores e dois deles não poderiam ser mais peculiares. O primeiro e mais famoso de todos é o detetive Belga Hercule Poirot, um verdadeiro mestre no uso de suas famosas células cinzentas para deduzir coisas onde só veríamos cortinas de fumaça. A segunda é Miss Marple, uma solteirona que tem o hábito de comparar situações e pessoas do seu passado para desvendar os mistérios que atormentam seus vizinhos e amigos.
   Conhecer a fundo a obra de Agatha é conhecer também a natureza humana, pois em seus livros encontramos muito de Psicologia. É possível comparar alguns de seus personagens com pessoas que conhecemos ao longo da nossa vida.
   Seus livros retratam uma Inglaterra das décadas de 30, 40 e 50 em todo o seu esplendor, mesmo após a devastação da Segunda Guerra Mundial.

   Minha historia com Agatha Christie começou quando eu tinha treze anos de idade e a Editora Altaya Record lançou uma coleção em bancas de jornal com os principais títulos da Rainha do crime. Eu me lembro de que os lançamentos eram semanais só e que no volume um vieram dois livros: O Assassinato no Expresso do Oriente e A Mansão de Hollow. Minha irmã Elisabete comprou o volume um e me deu, depois, todas as semanas eu pentelhava meu irmão Ailton para comprar os volumes seguintes. Na minha família ninguém era adepto dos livros, mas meus irmãos foram os responsáveis por me dar condições de desenvolver esse vício que carrego comigo desde então. Ao todo a coleção teve 63 volumes dos quais eu só perdi um, e dos 62 que tenho eu já li 42. 
   Agatha Christie é uma das autoras mais vendidas do mundo, suas obras atingiram a incrível soma de dois bilhões de exemplares vendidos. Seus livros alcançaram sucesso nas livrarias, nos cinemas e até nas salas de teatro.  Inclusive um de seus livros recebeu uma adaptação para o teatro que entrou para o Guinness Book of World Records como a peça de teatro com mais tempo em cartaz. 
   The Mousetrap estreou em 25 de Novembro de 1952 no Ambassadors Theatre em Londres, em 25 de Março de 1974 foi para o St. Martin's Theatre, e continua lá até hoje.
   Sem sombra de duvida Agatha é uma das autoras mais cultuadas da Inglaterra e logo mais vou começar uma série de posts com as obras que já tive o prazer de ler. Se você ainda não leu nenhum livro de Agatha Christie não perca mais tempo, ele vai te ajudar a esquecer daquela velha historia de que em livros de mistério o suspeito número um é sempre o mordomo.
   Um fato curioso é que dos 42 livros que li dela em nehum eu consegui descobrir o assassino. Kkk
   Se vocês tiverem alguma preferência sobre a primeira resenha sobre Agatha Christie é só deixar um comentário com o nome do livro que se eu já tiver lido eu faço a resenha dele, se não, eu leio, porque essa é uma autora que não se torna enjoativa, pois nunca se repete.
   Até o próximo post.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um Caso Arquivado – Philip Gourevitch

   Quando decidi escrever esse blog, uma das minhas ideias fundamentais era indicar para meus leitores livros que haviam marcado a minha vida de alguma forma. Na minha ingênua forma de pensar, eu seria um arauto da literatura, com a missão de divulgar os melhores livros para quem precisasse de uma boa dica.
   O que o passar do tempo à frente desse blog me revelou foi que eu aprendo muito mais do que sou capaz de ensinar e recebo melhores indicações de livros do que sou capaz de dar.
   Uma dessas indicações de peso eu recebi de um grande Jornalista do qual tenho a honra de ser colega de trabalho e talvez um dia possa conviver com ele a ponto de poder chamar (não sem uma pontada de orgulho) de amigo. Essa cara genial já esteve no comando das redações de revistas como VIP, Contigo, Riders etc. Seu nome é Edson Rossi, confira uma entrevista muito bacana feita pela revista Mensch clicando aqui. Pois então, ontem estava trabalhando e o Edson passou pela minha mesa parou e disse: “Trouxe esse livro pra você. É muito bom.” Ele não poderia estar mais certo. Mas vamos falar do livro:
   O também jornalista Philip Gourevitch nos leva em um maravilhoso mergulho na Nova York das décadas de 60 e70. Sua narrativa conta a história real de um duplo homicídio que ficou arquivado por quase trinta anos e a justiça só foi feita porque um policial mais do que resignado decidiu que não poderia se aposentar sem colocar o assassino atrás das grades.
   A narrativa acompanha todos os passos da investigação empreendida pelo policial Andy Rosensweig que não aceitava o fato de a polícia arquivar o caso pelo simples fato de “presumir” que o assassino já estivesse morto.  Ler esse livro me fez percorrer novamente as ruas de Hell’s Kitchen e Little Italy. Lugares onde já havia estado em companhia dos Corleones de Mario Puzzo.
   O mais fantástico dessa história é que todos os personagens são reais, encantadores ou monstruosos, mais acima de tudo reais. A narrativa é tão fluida e rica que quase podemos sentir o cheiro daquelas ruas infestadas de vagabundos e Gangsters. Outro ponto favorável desse livro é que o autor coloca os pontos de vista de todos os envolvidos, desde investigadores, passando pelo criminoso e até seu defensor foi abordado e esse advogado acrescenta uma série de diálogos excelentes.
   O livro é relativamente pequeno, têm apenas 140 páginas, é de leitura tão fácil que eu o terminei em apenas duas noites.
   Recomendo a leitura desse livro reportagem que além de tudo que já disse ainda mostra a evolução da polícia Nova Yorkina desde os tempos de corrupção financiada pela máfia até os dias de hoje.
   Até o próximo post.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

72 Horas Para Morrer – Ricardo Ragazzo


   Sufocante! É a melhor maneira de definir o livro de estreia de Ricardo Ragazzo. Confesso que peguei o livro por acaso em uma livraria e me surpreendi. Quem lê com frequência sabe das dificuldades de contar uma história, ter uma medida exata dos temperos narrativos não é para qualquer um não, e nesse quesito Ragazzo é um verdadeiro mestre-cuca.
    O livro conta a história de Júlio Fontana, ele é delegado em uma cidadezinha chamada Novo Salto. Júlio é um desses homens da lei fortes ao extremo. Seus métodos para conseguir informações nem sempre são ortodoxos.
    Ele é viúvo e cria sozinho sua filha Laura. Desde o acidente de carro que vitimou sua mãe, Laura tem uma relação instável com Júlio. Por aí você já imagina o ambiente sombrio que domina a vida desse delegado, o problema é as coisas estão prestes a degringolar de vez na vida dele com a aparição de um Serial Killer na cidade.
    Um assassino em série por si só já seria um desafio duríssimo para um delegado, mas esse assassino está empenhado única e exclusivamente em matar as pessoas próximas a Júlio, para se vingar de algo que o delegado nem consegue imaginar do que se trata, e ele vai enfrentar uma corrida contra o tempo para descobrir a identidade desse monstro antes que ele chegue até a sua preciosa filha Laura.
   Será que ele via conseguir?
   O suspense na trama é de tirar o fôlego, o livro é tão intenso que não consegui parar de ler e terminei em menos de dois dias. Além dos personagens principais da trama o livro traz algumas gratas surpresas. Alguns personagens meramente coadjuvantes em um determinado momento da trama se revelam e protagonizam cenas de pura tensão.
   O perfil forte e truculento de Júlio Fontana me fez criar para ele a imagem de um Wagner Moura cinquentão fazendo uma reedição do Capitão Nascimento. É só pensar naquela cara do capitão Nascimento cheio de fúria, quebrando tudo para matar o bandido.
   O final do livro vai ter surpreender com certeza.
   Passei o livro todo apostando em um(a) personagem e errei vergonhosamente. Méritos para o Ragazzone que amarrou muito bem sua trama sem deixar brechas para adivinhações. E olha que sou leitor assíduo da grande dama do crime Agatha Christie.
   O livro é nota dez e recomendo que se vocês tiverem uma brecha nas suas concorridas agendas não devem deixa-lo passar em branco.
   Não se esqueçam dessa máxima:
   “Pior do que conhecer um Serial killer, é um Serial Killer conhecer você.”

                Por hoje é só, até o próximo post.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A Elite - Renan de Simone.

   Olá queridos leitores. Um ótimo 2012 para todos nós!
   Quando recebi este livro das mãos do primo do autor eu não sabia muito bem o que esperar. Com o blog, é normal recebermos convites para lançamentos de livros e tudo mais. Isso (diga-se de passagem) me honra muito. É muito legal fazer parte das histórias de vida dos autores, ajudando nem que seja só um pouquinho na divulgação dos seus trabalhos.
   Infelizmente não pude prestigiar o lançamento do livro, mas tive acesso a um exemplar muito especial. Nada menos do que o livro com a dedicatória para os familiares mais próximos. Como não existem muitas resenhas sobre esse livro na net, acho que posso ajudá-los na hora de decidir se vai ler ou não este livro. Bom, vamos a ele!
   O livro conta a história de um grupo de amigos que se envolvem nas mais variadas situações. O autor tem uma narrativa simples e bem arranjada, tornando bem fácil a leitura.  A trama é narrada em primeira pessoa pelo personagem principal que se chama Ricardo. Outra coisa interessante do livro é ele é quase todo narrado em flashback. Vindo da adolescência dos personagens até a idade adulta.
   Além de Ricardo, o livro descreve com detalhes outros nove personagens, isso inicialmente, por isso eles eram chamados de A Elite dos dez. Com o passar dos capítulos, novos amigos entram na trama fazendo o grupo ser chamado somente de A Elite.
   Pensamentos, emoções, teorias malucas ajudam a compor os cada personagem em seu nível mais íntimo.
   O que mais me impressionou ao ler o livro foi a profundidade dos personagens, grande parte das situações que o autor põe no texto nos faz lembrar nossa própria época de escola. Quem nunca assinou uma camiseta de um colega no final de ano não é?
   Duas coisas que me incomodaram no conjunto da obra foram a imagem de capa e o título do livro. Não por serem ruins ou qualquer coisa do tipo. O problema é que os dois sugerem que se trata de um livro essencialmente de ação, essa foi a idéia que tive quando peguei o livro nas mãos. Hoje em dia não temos como não associar a termo Elite com algo voltado para esse tema. A arma e o mapa reforçam essa idéia prévia. Nesse ponto não sei se foi acidental ou intencional, o livro tem um pouco de ação sim, mas classificá-lo como livro de ação seria enganar o leitor. Portanto acredito que a editora errou na escolha da capa mais sem má fé (assim espero). Quanto ao título é justificável, pois é uma escolha particular do autor e o nome tem a ver com o texto e é citado inúmeras vezes na trama.
   Mas isso não é nada que torne o livro contra-indicado. A história é boa, muito bem narrada e traz um autor jovem começando sua carreira como escritor. Todos sabem que o que falta no nosso país é oportunidade para os jovens talentos publicarem seus trabalhos.  Eu mesmo já li um livro sensacional que foi rejeitado em várias editoras e até hoje não foi publicado.
   Até a próxima!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Séries ou não séries... eis a questão?


   Parece uma febre. Sem duvida é algo do tipo, pois grande parte dos autores do mundo está se empenhando em escrever livros em série.
   São inúmeros exemplos de fenômenos editoriais que chegam acompanhados de vários volumes. Se eu fosse escrever uma lista de todos os títulos literários com mais de um volume nem imagino quantas folhas dariam. Creio que muitas. Rs.
   Duologias, Trilogias, Quadrilogias e outros tantos nomes que nem sei ao certo, são usados para denominar este tipo de publicação de muitos volumes.
    Acredito que este tipo de composição seja ainda mais difícil de fazer do que um livro simples com começo meio e fim. Pois a quantidade de texto é maior e por isso o trabalho de pesquisa e composição dos personagens deve ser mais elaborado, de modo a não deixar que ninguém fique sem ação no meio da trama. Não é raro notar em um livro continuado que um personagem ou outro acabe esquecido pelo autor.
   A variedade de personagens também permite que o autor crie um mundo mais vasto e que a trama central possa ser explorada de vários ângulos.  Os defensores dos livros em série acreditam que o mergulho proporcionado por esse tipo de livro é bem mais profundo. Mas isso varia de autor para autor ou livro pra livro.
   Assim como na vida, tudo tem dois lados, inclusive as publicações em série. Alguns problemas que podemos destacar são:
   Ordem de lançamento: Não é raro você começar a ler uma coleção pelo segundo volume, às vezes você só descobre o erro ao término do livro.
   Tempo de lançamento: Para aproveitar ao máximo as vendas, as editoras demoram uma eternidade para lançar os volumes seguintes. Isso quando o autor não começa a demorar em concluir os livros da série.
   Tempo investido: Não podemos esquecer que ler uma série de livros vai demandar um investimento de tempo muito grande por parte do leitor. Se você é daqueles que se fecha pro mundo pra até terminar de ler um livro, saiba que vai ficar fechado por um bom tempo. Rs.
   Ansiedade incômoda: Ao ler uma série de livros um fator incomoda muito, a ansiedade. Às vezes, é necessário aguardar anos para saber o final de uma trama. Se você fica se remoendo para saber como será o final do seu livro favorito, terá que lembrar que em muitos casos, o final nem foi escrito ainda.
   Custo-benefício: Aí está um dos maiores problemas do mercado de livros nacionais. O preço.  Multiplique o preço absurdo que é praticado aqui por sete ou oito volumes.  A coisa vai ficar cara com certeza. No entanto, em muitos casos vale à pena.
   Existem alguns tipos de séries literárias. Elas podem contar as aventuras de um personagem principal, mas todo livro tem um começo e um desfecho. O fator serial é só a presença do mesmo protagonista sempre. Vide a série Mortal de Nora Roberts. Deixei um link de um blog que gosto muito para vocês darem uma olhada na série, devem ser uns 30 livros ou mais. Só mesmo a Camila do Leitora Compulsiva pra ler todos. Kkk.
   Outro tipo de série é aquele em que a trama carrega os problemas principais de um livro para o seguinte, alguma coisa até vai sendo resolvida, mas os problemas principais se arrastam por tantos volumes quanto à mente do autor desejar. Isto é o que chamamos de saga. Lembre-se da famosa Saga Crepúsculo.
   As crônicas de gelo e fogo, Apocalipse Z, O senhor dos Anéis, A Passagem, Harry Potter etc. são apenas alguns exemplos desse tipo de livro.
   Mas existe uma série de livros que foi mais do que entretenimento para mim, esse livro me modificou em vários aspectos. Com ele, eu aprendi que às vezes o desfecho é irrelevante, o mais importante de tudo é a jornada que nos leva a esse desfecho. É ela que nos ensina, nos transforma e nos faz amadurecer. Se surgir a oportunidade não deixe de ler a Coleção A Torre Negra do mestre Stephen King. Esse livro vai mexer com todos os seus sentidos e vai te ensinar o valor de uma grande jornada.
   Você sabe tudo sobre jornadas não é mesmo? 
   Afinal, a vida é a maior de todas.
   Até o próximo post.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

1º A Morrer - James Patterson

   O casamento. Para a grande maioria das pessoas o casamento é um momento de alegria total. É um momento, que afasta todas as dores e sofrimentos da vida, por mais simples que sejam os casais, a alegria tem o mesmo tamanho e nada pode macular este momento sublime na vida dos amantes. Exceto talvez um serial killer. É nesse ponto que James Patterson se encaixa.
   O autor americano, dono de grandes sucessos literários que já venderam mais de 130 milhões de unidades no mundo, resolve explorar um dos eventos sociais mais respeitados e belos da vida das pessoas. O matrimônio.
  Se você já sabe quem é James Patterson, deve imaginar que essa viagem não será muito romântica, haja vista que Patterson é um consagrado autor de livros policiais. E no livro 1º A Morrer, Patterson nos mostra todo seu lado macabro ao criar um serial killer que mata suas vitimas durante a festa de casamento ou na suíte nupcial etc...
   Você já deve estar imaginando que assassinatos desta natureza devem causar um grande problema para a polícia da Califórnia e é aí que as protagonistas entram em cena para deixar este livro muito melhor. Isso mesmo, “protagonistas” com S maiúsculo e tudo, porque são quatro lindas mulheres que resolvem ajudar a policia a prender esse criminoso. O clube das mulheres contra o crime é o nome da série de livros que Patterson escreveu sobre essas quatro maravilhosas personagens. Mas quem são elas?
   Lindsay Boxer é inspetora de homicídios da delegacia de polícia de São Francisco. Ela está passando por um momento muito difícil de sua vida e começa a flertar perigosamente com a ideia de cometer suicídio.
   Claire Washburn é médica legista e grande amiga de Lindsay. Ela acredita que o corpo é capaz de falar. Um cadáver pode nos dizer muito sobre seu assassino.
   Jill Bernhardt é assistente da promotoria e uma parceira importante de Lindsay na hora de condenar os criminosos que a policial põe na cadeia.
   Cindy Thomas é uma repórter que acaba de assumir um novo cargo na seção policial do jornal San Francisco Chronicle. O fato de ser repórter não vai facilitar sua entrada no clube das mulheres contra o crime, mas Cindy tem um jeitinho persistente para contornar isso.
   A narrativa de Patterson segue o bom e velho estilo dos thrillers de suspense e o final causa uma boa surpresa. Mas não vou contar porque a surpresa faz parte do tempero e esse livro é uma boa refeição. Existem outros volumes da série, mas cada um pode ser lido separadamente que não prejudica o entendimento. No entanto se você ainda não leu nenhum saiba que este é o primeiro e conta como tudo começou.
   O prólogo vai te deixar coma pulga atrás da orelha.
   Até o próximo post.